Quem acompanha meu twitter pessoal tem percebido que tenho falado muito em patinação, treinos, aulas e etc. Pois é, fui conhecer o Cuscuz Roller Dance no clube português e logo que entrei o Cuscuz, meu amigo e grande patinador do Recife anunciou pelo microfone a minha chegada “Acabou de chegar aqui a grande patinadora artística Diva!!”, calcei os patins e sem a menor pretensão de nada fui dar minhas patinadas e incentivar meu amigo Tiago a botar pra quebrar nos patins novos que ele tinha comprado no dia anterior comigo. Fui me soltando aos poucos, fazendo um passinho aqui outro ali com muito cuidado pois crianças em pista de patinação, não sei por que, ficam repentinamente suicidas e sempre “brotam” do nada bem atrás de você quando você prepara pra saltar ou girar. De repente uma mulher me chama e pergunta se topo dar aulas de patinação artística pra ela. Nunca fui treinadora mas tive um excelente treinador, pagando dou aula até de culinária mesmo só sabendo fazer miojo! Topei, isso foi em maio. Hoje Márcia é minha aluna, dedicadíssima, pega super rápido apesar de patinar a poucos meses e ser mais velha do que eu. Ela é alta, mas quando aprendeu a técnica certinha, patina leve feito uma pluma nem faz barulho. Estou muito orgulhosa dela, ainda mais quando o pessoal do Roller dance vem comentar comigo “Ela é sua aluna? Nossa, como ela tem melhorado!” – pense numa beesha metida que eu fico!

Esse mês recebemos o convite de uma amiga dela que tem casa na Villa Hípica de Gravatá, tem uma pista de gelo montada até 11 de agosto por lá e poderíamos ficar uns dias pra patinar. Ah, a filha de 4 anos da dona da casa cismou que eu sou a boneca Stephany do lazy town e não teve cristão no mundo que convencesse ela que eu sou gente de verdade. Detalhe que ela não obedecia mais a ninguém, só a mim e só comeu feijão e cebola no almoço porque viu que no meu prato tinha esses itens, oowwnntiii!! Foram dois dias perfeitos, a casa tinha vista pra um lago e a pista de gelo, parecia sonho. A Mega On Ice dá de mil a zero da Big Ice, eles não impõem que você use equipamento de segurança (pra patinador artístico equipamento de segurança é mesmo que transar com cinto de castidade) e não implicam se você faz manobras no gelo. Neca de cobrar por hora, eles cobram a diária e no caso como estávamos numa casa, ganhamos desconto. Marcia amou o gelo e se soltou rápido. Foi maravilhoso matar as saudades do gelo. Fiquei 5 horas e meia no gelo tentando desviciar o corpo já acostumado com patins inline a achar meu ponto de equilíbrio do gelo, explico…

Desde os 14 anos que treino com inline comum, competi e fiz shows com eles também. Treino no gelo é raro, então meu corpo vem bem acostumado com inline. O patins de gelo como você pode ver na foto tem uma curvatura na lâmina, chama-se “rocker” – essa curvatura permite os giros com um pé só e outros movimentos em círculo e curvas. O patins inline comum não tem curvatura nenhuma, então mesmo que você tenha muita força na perna não rola de fazer nada em curva ou giro com um pé só. Por conta do rocker, a forma de você pisar com um patins de gelo e a forma de pisar com inlines é bem diferente. Para se equilibrar no gelo, você põe seu peso no calcanhar, já no inline o peso fica todo na ponta dos pés. Em 1998 me ofereceram um patins lançamento, que eram os inlines artísticos, testei rapidamente mas como ia passar 1 mês viajando pelos EUA não quis comprar pra não ter que carregar além do patins de gelo, um patins inline, esperei pra comprar em NY mas pra minha surpresa lá não tinha. Só agora tive a oportunidade de mandar buscar esse patins depois de pirar meus amigos do exterior e encher o saco das lojas de patinação e não sei como, por um milagre, meu patins chegou em 5 dias de Taiwan via EMS. Márcia já aproveitou pra mandar buscar o dela também.

Ontem voltei ao Roller Dance, junto com Márica, Tiago, Pimpão e Filipinho pra estrear meus patins novos. Jéééésa (expressão beesha pra “Jesuiiiis”), é igual a patinar no gelo! Estranhei horrores, tropecei mas fiz algumas palhaçadas, tipo moonwalker (freio na frente né bem? Facinho!), Tiago arriscou manobras de duplas comigo (levamos alguns estouros, claro), Cuscuz fez várias filmagens minha dançando em cima dos freios pagando aqueeeele mico! No fim aquela sensação de “valeu cada centavo pago nesses patins” – é muuuito mais divertido! Melhor momento da noite: Estava eu a horas com um pirulito na boca, roendo, roendo, louca pra chegar logo no chiclete. Lá vem Tiago imitando os giros que eu tinha passado pra Marcia antes, em minha direção, vira e “buuf” de cara comigo. Pra não cair, me abraçou com força e isso me fez cuspir longe o pirulito que estava quase no chiclete! Terminamos a noite na Yume Temakeria, dando gargalhadas. Fala sério, esporte é a melhor coisa do mundo!



